25 de setembro de 2006

os sapos











(com a soberba de parodiar Manuel Bandeira)

Vão os sapos se enfurnando
Na garganta bem profunda
E aos pulos engordando
Entalados na penumbra

A luz nem procuram, se a temos.
Enterram-se, os verruguentos,
E quando os esquecemos
Berram alto, lá de dentro.


Tantos sapos engolidos
Que a cantarola sem fim
Martela em meus ouvidos
“Foi”, “Não foi”, “Foi sim”!


Asco verde, gordo e feio,
Gelado de acre gosto
O alívio que não veio
Me estrangula num sufoco!

A saparia malévola
Repete-se ao infinito
Frio soluço na treva
Que não desce, nem no grito!

Fiquem, sapos da minha vida!
Pouco importa o que me lembrem
A mim não deixarão saída
Pra me despertar, coaxem! Sempre!

4 comentários:

fabiana disse...

urrruuuuu!
SENSACIONALLLLLLLLLLL!
ai, que nos dera um sapo engolido virasse um príncipe aos pés das nossas camas?
beijos

Marcya disse...

Sabe o que é? Primeiro, vamos ter que descobrir como colocá-los pra fora!...
Beijíssimos!

FilmStar disse...

é bom ter esperança, viu dona moça?!
":)

vai q um sapo engolido, qdo cuspido vira mesmo príncipe?
vai q uma dessas risadas estranhas, q a pessoa do teu lado te dá, significam mesmo alguma coisa?
vai q a timidez do outro, entre uma garfada e outra, não é só por deslumbramento diante de vc...
eu acho...
e se não for, bobagem deles
troca-se os sapos bobos
por outros menos bobos.

Marcya disse...

Quer dizer... Que vocês são minhas fadas-madrinhas???!!! Sempre desconfiei!