4 de dezembro de 2007

uma questão de lógica

Isso acontece com certa freqüência.
Uns caras me mandam fazer uma coisa para um outro cara ficar feliz.
Vou lá, enfio a cara e faço.
Aí, os caras que me mandaram fazer a coisa para deixar o outro cara feliz, ficam imaginando que talvez a coisa ainda não o deixe feliz o suficiente; não tão feliz quanto ele poderia ficar.
Então, os caras me mandam refazer a coisa, com várias inserções de coisinhas que eu realmente não sei para que poderiam contribuir com a felicidade do outro cara.
Eu argumento com os caras que me mandaram fazer a coisa que seria melhor, antes de tudo, mostrar a coisa inicial, para ver se o outro cara vai ficar feliz ou não.
Mas os caras que me mandaram fazer a coisa não me ouvem. Agora eles querem a coisa do jeito deles, da forma como eles acreditam que poderiam fazer o outro cara super-mega-ultra feliz.
Interessante.
Com cara de poucos amigos, eu calo a minha boca, vou lá de novo e refaço a coisa, do jeito que os caras que pediram a coisa para deixar o outro cara feliz queriam.
(Detalhe: o outro cara – o que precisa ficar feliz – nem entrou na história ainda)
Bem.
Estava na cara que a coisa ia pegar.
Eu mostro a coisa modificada sob encomenda para os caras que pediram a coisa para tornar o outro cara feliz. Só que as mudanças deixaram a coisa enorme! Eu já sabia – e avisei aos caras antes – sobre essa latente possibilidade.
Para livrar a cara, os caras que queriam deixar o outro cara feliz me mandam reduzir a coisa que, grande daquele jeito, não ia caber em lugar nenhum. Foi quando eu disse que a coisa estava reduzida antes e que só ficou enorme porque eles – os caras – me mandaram mexer nela.
É.
Finalmente os caras que queriam o outro cara feliz resolvem falar com o cara cara a cara, para checar se ele ficaria feliz logo de cara, como eu imaginei desde o início. Resultado: os caras levam para o outro cara a primeira coisa de todas as que eu fiz.
O outro cara que devia ficar feliz vê a coisa curta mesmo... E fica feliz.
Com a cara no chão, os caras que me mandaram refazer a coisa cinco vezes para o outro cara ficar feliz, dão a cara a tapa: "quebramos a cara".

Ah, eu mesma nunca vi o outro cara pessoalmente. O que ficou feliz.
Mas acho que ele vai ficar feliz porque eu existo.
Tou de cara.

(Provavelmente, não é nada disso que vocês estão pensando. N. da A.)

3 comentários:

fabiana disse...

cara, tenho certeza do que está falando! caraca!!!

fabiana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fabiana disse...
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