11 de agosto de 2008

sobre flexibilidade

Aproveitando as manifestações zen que começaram no post anterior.

Hoje, estava eu na aula de ioga, numa posição que chamaria de, no mínimo, não recomendável para pessoas que têm problemas de coluna. Fazia "o arado": deitada no chão, as pernas esticadas passam para trás por cima da cabeça, a ponta do nariz praticamente grudada no umbigo, a nuca inteira cravada no piso.

E, apesar de minha pouca flexibilidade, consigo fazer isso magistralmente. Sou até capaz de relaxar nessa postura incômoda e antinatural. Não sei bem o porquê disso. Mas o fato é que foi assim, nessa pose invertida, que tive uma breve iluminação.

Comecei a sentir um orgulho de mim mesma, uma satisfação pessoal de fazer isso tão bem quanto o professor - ou melhor que ele - que me levou a imaginar o quanto é bom ser flexível. Pensei também como era difícil para mim me virar no movimento contrário: quando a ordem era esticar para a frente, eu parava feito uma árvore no meio do caminho, dura, estática, travada, impossibilitada de encostar os dedos das mãos nos dos pés.

Por que sou tão vergável para algumas coisas e tão inflexível para outras?

E assim, nesse curtíssimo e estranho momento filosófico de minha existência, concluí que posso ser mais feliz quanto mais flexível puder ser. Em todos os aspectos da vida. É aquela velha história do bambu que se verga ao vento sem quebrar.

Vamos ver se isso dá certo.

2 comentários:

Fabi disse...

uau. estes momentos são tão intensos que precisam mesmo ser breves, né? inspire, expire!

Maíra Brito disse...

hummmm
acho q dá!
":)