7 de setembro de 2006

movimento 36










Num milésimo de segundo dramático, Deep Blue desafia Kasparov. Raciocínio filosófico, conceitual e brilhante.

Duzentos milhões de cálculos por segundo e a máquina se torna humana pela primeira vez. Kasparov volta a ser só Garry. Blue vence. Era o lance 36.

Agora sou eu. Estou aqui, diante dele. E mal e mal sei jogar xadrez.

O movimento anterior me imbuiu de dúvidas e dor. Em 35 jogadas, cometi desacertos imperdoáveis. Alguns lances de mestre, sou obrigada a admitir. Mas o fato é que o conjunto deles me levou a esse Xeque.

O relógio me empurra na pressa do tiquetaque. O jogo não para. E o rei pode morrer.

2 comentários:

fabiana disse...

Nessa hora, nessa hora! A calma, a respiração, o não pensar e o não agir! O relógio assinala o não movimento, que é o melhor movimento!
Você é a dona do tabuleiro! Lembre-se que o jogo é diversão!
beijo

FilmStar disse...

um brinde ao 'não-movimento'!