15 de janeiro de 2009

o que os amigos dizem

Estou com dor de dente há dias. E, literalmente, sangue no olho (como diz minha amiga Fabiana), mas é porque tive um derramezinho ocular. Derramezinho nada. Estava enorme e, grudado na minha íris verde, parecia um quadro abstrato de artista plástico japonês (como disse meu amigo Pedro Henrique).

Enquanto isso, o dente dói. Acho que foi porque plantei uma bananeira perfeita na aula de yoga e os meus maxilares irrigaram demais a raiz. Da bananeira não, do dente. Minha amiga Maria disse que estava perfeita e me deu os parabéns. Mas não consegui uma consulta de emergência e esperei pacientemente por três dias para ser atendida com hora marcada. A dor aumentou. Descobri com tristeza que o meu dentista lindo se casou. Nem sei porque me entristeci. Fazia mais de dois anos que eu não ia lá.

O sangue no olho amedrontou todos os meus amigos, menos eu, que não conseguia visualizar aquela mancha vermelha, a não ser bem de perto no espelho. Por insistência deles fui à emergência do serviço médico da Câmara e, como foi um clínico que disse que não era nada, ninguém acreditou. “Vai num especialista!” – disseram em uníssono. Fui ao oftalmologista, que não era casado, mas também não era lindo. E ele repetiu que não era nada mesmo. “Só um derramezinho ocular”. Vai passar em quinze dias. “Até um espirro pode provocar isso”. Um espirro. Aposto que foi a bananeira que eu plantei.

Minha mãe falou que eu não devia mais ficar plantando bananeira na aula de yoga. Olha a minha idade.

E o meu dentista lindo, que não é meu amigo por assim dizer - temos uma relação estritamente profissional - não disse nada. Nem reparou o sangue no olho.

Minha amiga Maíra sempre pergunta: "por que as coisas são assim?"

Um comentário:

Maíra Brito disse...

rsrsrsrs
ainda bem q somos pessoas bem-humoradas...
=)